Gestarmauriti's Blog

Narradores de Javé | abril 24, 2010

Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – Gestar II – Língua Portuguesa

Análise do filme “Narradores de Javé”

O filme Narradores de Javé é uma obra que reúne em sua narrativa tristeza, pobreza de informação, confusão, descaso social e muito humor.

Num lugar onde todos são analfabetos, a existência de alguém letrado é um fato extraordinário e o que tem tal habilidade é considerado um escriba pois, será o autor da “Odisséia de Javé” contará a história daquele povo e fará o registro da existência deles para as gerações futuras.

Naquela comunidade o escritor teria mais que a missão de relatar a história de um povo uma vez

que a missão seria salvar o povoado da invasão das águas de uma barragem que estaria sendo construída naquele local.

            O Vale de Javé é formado de um povoado humilde e de nenhuma instrução letrada. Os correios naquele lugar fora ameaçado de extinção e o funcionário, Zé Biá, para não perder o emprego teve a idéia de escrever para todos os conhecidos que moravam fora mas, as cartas que ele enviava era denegrindo a imagem dos moradores locais. Descoberta a trama, Zé Biá ficou recluso da sociedade e o posto do correio fechado.

            Com o anúncio da construção da barragem os moradores reuniram-se para impedir a obra e a solução era o local ser considerado patrimônio. Como? A idéia foi colocar Zé Biá para escrever a história  do povoado ouvindo um a um os moradores mais antigos.

            A confusão começa quando cada um conta uma versão diferente da formação do povoado e o escritor responsável não transcreve nenhuma das falas destes personagens. Portanto, nada feito e as águas invadem a população sem nenhum aviso formal e sem que cada um já tenho um local seguro para ficar.

            Aquele povo humilde e sem instrução era rico em piadas, ditos populares, usavam em seu linguajar labojeiro chavões, palavrões e apelidos; eram fofoqueiro e mexeriqueiros.

            O relator da história que eles elegeram como “escriba” gostava de aumentar para onde não podia e retirar de onde não tinha como na acertiva “quem conta um conto aumenta um ponto”.

            Sabemos que a linguagem escrita não pode ser igual a falada por conta dos aspectos formais que causam a veracidade dos fatos falados para a forma que devam ser escritos e lidos.

            Mas, aquele povo tinha fé e em suas crendices rezavam e pela sua crença foram recomeçar em outro lugar.

A relação entre ser alfabetizado e ser letrado no contexto do filme diz-se de alguém que saiba escrever e saiba fazer uso da escrita para transmitir o que sabe.

Em sala de aula, hoje em dia o incentivo à leitura e a escrita correta deve ser o primeiro passo para a independência intelectual e formação do cidadão leitor e produtor do próprio conhecimento nos dias atuais e do acervo futuro.

Professora Cursista: Ana Maria de Oliveira Juca

Escola Humberto Bezerra e Escola Zefinha Cartaxo

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