Gestarmauriti's Blog

A PREDOMINÂNCIA DA LINGUAGEM ORAL NO FILME “ NARRADORES DE JAVÉ” | junho 15, 2010

GESTAR II – PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR

ALUNA: MARIA EDINEUMA MARTINS DANTAS DOS SANTOS

ESCOLA DE ENS. FUNDAMENTAL HUMBERTO BEZERRA

PROFESSORA: FLAVIANA

A PREDOMINÂNCIA DA LINGUAGEM ORAL NO FILME “ NARRADORES DE JAVÉ”

O homem, sendo um ser essencialmente social, sempre se valeu dos diferentes tipos de linguagem para através dela atuar na sociedade, para traduzir os próprios anseios e os anseios dos outros, para influenciar, para pedir, para interagir com as outras pessoas, para simplesmente atender a um desejo de autoexpressão. A linguagem é matéria do pensamento e também um instrumento para a interação entre as pessoas, sendo assim, não há sociedade sem linguagem, sem comunicação.

Para se comunicar o homem moderno utiliza-se dos mais variados tipos de linguagem: verbal (fala e escrita) e não-verbal (gestos, mímicas, danças, gravuras, etc). A linguagem escrita é a reprodução da fala, a qual usamos constantemente no nosso dia-a-dia, desde o amanhecer até o anoitecer. A fala é dinâmica e individual, por esse motivo, cada pessoa se expressa de forma diferenciada das demais.

no filme “ narradores de javé” a linguagem escrita era desconhecida pela maioria da população local, que dessa forma utilizava-se da linguagem oral para narrar todos os fatos hipoteticamente ocorridos naquele lugar e que deram, segundo eles, origem à cidade.

É interessante notar que amedrontados com a hipótese daquela cidade ser destruída pelas águas da barragem que seria construída naquele lugar, para dar origem a uma hidrelétrica, os moradores se reúnem e decidem que um antigo morador e ex-funcionário dos correios (zé biá) escreveria sobre a origem do local, afim de convencer as autoridades que aquela cidade era um patrimônio cultural da humanidade, por isso não poderia ser destruída.

Como não havia nenhum documento escrito sobre o surgimento da cidade, zé biá começa o seu trabalho de redator  coletando informações orais de alguns moradores do vale de javé como maria dina, seu antônio, genésio, gaudêncio, cirilo, samuel, e outros. Depois, supostamente, os anotavam em seu livro. Todos queriam contribuir com a produção do texto que daria legitimidade à cidade.

Nessa passagem do filme é  notório o dinamismo da oralidade , pois apesar de cada morador contar a mesma história, suas versões eram completamente divergentes, alguns acrescentavam fatos, outros diminuiam, havia desvio de opiniões, com  isso gerou-se uma grande confusão, pois cada personagem afirmava que sua história era a mais interessante e verdadeira do que as demais. É importante notar também os esteriótipos apresentados de acordo com o tipo de fala utilizada na narrativa.

No final da história, fica claro que por falta de uma informação concreta e totalmente verossímel, o escrivão não pôde realizar seu trabalho escrito, ludibriando toda a população que estava certa da realização do documento cuja falta precipitou a destruição do vale de javé.

Anúncios

Publicado em Uncategorized

Deixe um comentário »

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

About author

The author does not say much about himself

Pesquisar

Navegação

Categorias:

Links:

Archives:

Feeds

%d blogueiros gostam disto: